segunda-feira, 14 de julho de 2014

Posicionamento em relação ao caso de violência obstétrica em Natal

O Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento em Natal vem se posicionar em relação ao caso de violência obstétrica ocorrido em uma maternidade privada de Natal, exposto pelo médico obstetra em sua página pessoal no facebook, com repercussão na mídia local de maneira unilateral. 

Entendemos que o caso trata-se de violação dos direitos humanos e uma violação de gênero cometida contra a mulher, praticada por profissionais de saúde envolvidos na assistência ao parto e nascimento, e que o fato é nitidamente configurado como violência obstétrica.

O Movimento recebeu a denúncia, acolheu a vítima e está em contato com instituições parceiras para encaminhar o caso aos órgãos competentes.

Sabemos que este é somente um dos inúmeros casos de violência obstétrica que ocorrem cotidianamente nas maternidades públicas e privadas de nosso município. O Movimento tem trabalhado para mudar essa realidade. Recebemos inúmeras denúncias, mas poucas mulheres aceitam dar continuidade ao processo, por ser emocionalmente difícil lidar com a situação.

Estamos com a vítima, dando o apoio necessário.

Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento em Natal

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Encontro de Gestantes e Casais Grávidos fala sobre violência obstétrica!

O Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento em Natal (MHPNNa), em parceria com a Associação Potiguar de Doulas (ADP) realizam nesse domingo (6 julho) o Segundo Encontro de Gestantes e Casais Grávidos, às 15h na sede. O tema desse encontro é Violência Obstétrica: conhecendo para se prevenir e combater, facilitado por Gabriella Vinhas (fundadora do MHPNNa) e Rosário Bezerra (fonoaudióloga, uma das primeiras doulas de Natal, consultora em lactação).

Falar sobre violência durante a gestação pode parecer um tanto desnecessário, mas não é. No Brasil, uma em cada quatro mulheres relatam terem sofrido algum tipo de violência durante seus partos de acordo com uma pesquisa de 2010 da Fundação Perseu Abramo. Recentemente, a pesquisa Nascer no Brasil evidenciou que cerca de um milhão de mulheres brasileiras passaram por cesáreas, enquanto a Organização Mundial da Saúde considera uma taxa justificável 15% de cesarianas. A pesquisa traz ainda outros números importantes, como a vontade da maioria das mulheres de ter um parto normal no início da gestação e a queda desse número ao final do pré-natal, culminando em sua grande maioria em cesarianas. E mesmo com tanta intervenção, mantemos um índice alto de mortalidade materna.

Dentro desse contexto, procurar se informar sobre seus direitos e sobre o processo da gestação, parto e nascimento é a maior ferramenta para que escolhas conscientes sejam feitas e direitos exigidos. É nisso que o MHPNNa acredita. Essa é uma construção contra-hegemônica. Por isso falaremos nesse encontro sobre os aspectos relacionados à violência obstétrica além de maneiras de se proteger, como a produção de um plano de parto, documento que tem auxiliado muitas mulheres a se protegerem da violência obstétrica.
A contribuição será consciente e voluntária nesse encontro. Todo valor arrecadado será distribuído entre o MHPNNa e a APD para custear despesas com a legalização de ambas associações. Assim poderemos participar de editais e nos dedicarmos mais ainda para melhorar o cenário da assistência obstétrica em nosso município.

Contamos com você!
MHPNNa




quarta-feira, 11 de junho de 2014

Grupo de Gestantes e Casais Grávidos


O Movimento pela Humanização do Parto e Associação Potiguar de Doulas promovem o primeiro encontro do Grupo de Gestantes e Casais Grávidos com o tema: ANÁTOMO FISIOLOGIA DA GESTAÇÃO E PARTO.



sábado, 15 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

Movimento pela Humanização do Parto e do Nascimento em Natal na audiência pelo dia da mulher na câmara dos vereadores



Abriremos as postagens do blog do Movimento com chave de ouro!

Nestaquarta-feira o Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento em
Natal (MHPN) esteve presente na Audiência pelo dia da mulher: direitos, lutas e conquistas, presidida pelo vereador Hugo Manso (PT). Estiveram presentes mulheres representantes de diversas comunidades do município, de sindicatos e de conselhos. O tema mais colocado em pauta foi a questão da violência doméstica. O município de Natal teve um aumento bem significativo no número de denúncias, e com isso do índice de violência contra a mulher. Muito acima da média nacional. O Movimento foi representado por Gabriella Vinhas e por Rosário Bezerra, que também representa a Rede de Apoio à Maternidade Ativa. Fomos as únicas mulheres que citaram a violência obstétrica, que denunciaram o que vem acontecendo e que trouxeram uma outra demanda para além da violência doméstica como violência contra a mulher. Como encaminhamento ficamos de conseguir uma reunião com o vereador Hugo Manso para convocar uma audiência sobre a Violência Obstétrica na câmara. Abaixo você pode conferir os vídeos das falas das ativistas:

Gabriella Vinhas pelo MHPN

Rosário Bezerra representando RAMA e Movimento